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ATIVIDADE FÍSICA NA 3ª IDADE - O SEGREDO DA LONGEVIDADE
Autor: Vanja Ferreira

Curriculum Vitae


• Licenciada em Educação Física (U.C.B);

• Pós-graduada em Ginástica Médica (U.C.B);

• Pesquisadora em Geriatria e Gerontologia;

• Mestrando na área de Corporeidade.


Índice


Prefácio 11

Introdução 15

Capítulo I
O Processo de Envelhecimento 25

Capítulo II
Características da Senescência no Processo Anátomo-Fisiológico 33

Capítulo III
Alterações Funcionais 57

Capítulo IV
Os Comprometimentos do Sedentarismo na Pessoa Idosa 65

Capítulo V
A Importância daAtividade Física na Terceira Idade 73

Capítulo VI
A Importância da Motivação na Terceira Idade 85

Conclusão 107

Referências Bibliográficas 109



Introdução


"Quanto mais se enfraquecem os outros prazeres - os da vida corporal - tanto mais crescem, em relação às coisas do espírito, minhas necessidades e alegrias. Os mais idosos devem mandar, e os jovens obedecer." Platão

"Porque viveram inúmeros anos, porque muitas vezes foram enganados, porque cometeram erros, porque as coisas humanas são, quase sempre, más, os velhos não têm segurança em nada, e seu desempenho em tudo está manifestamente aquém do que seria necessário. Vivem mais da lembrança do que da esperança". Aristóteles

A velhice pode ser vista pelos dois lados: como o apogeu de uma vida ou como a decadência de um indivíduo. Passeando pela Antiguidade (que é a infância da humanidade), podemos ver que os seres humanos já reclamavam do estrago que o tempo faz em nós. O filósofo e poeta egípcio Ptah-Hotep, no ano de 2.500 a.C. lamentava-se: “Quão penosa é a vida do ancião! Vai dia a dia enfraquecendo, a visão baixa. Seus ouvidos se tomam surdos, a força declina, o corpo não encontra repouso, a boca se torna silenciosa e já não fala." E conclui o velho egípcio: "A velhice é a pior desgraça que pode acontecer a um homem."

Entre os gregos, a velhice era tratada com extremo desdém. O lema dos gregos poderia ser: "Prefiro morrer a envelhecer". E os jovens belos eram os preferidos dos deuses: eram tirados da corrente da vida antes que o tempo os afogasse em velhice.

Mas os homens de pensamento tinham unia visão diferente. Para Homero, a velhice está associada à sabedoria. O velho tem a experiência e o dom da palavra; mas falta-lhe a força física, e aí entra a astúcia de Ulisses que poderia encarnar o ideal humano: o homem maduro. Sócrates, que não atingiu a plena velhice, mas tinha um espírito jovem, a ponto de ser condenado à morte sob a acusação de corromper com suas ideias ajuventude de Atenas, pontificava: "Para indivíduos prudentes e bem preparados, a velhice não constitui peso algum". Por seu lado, Platão, que conseguiu subir com fôlego a montanha dos 80 anos, afirmava que "a velhice faz surgir em nós um imenso sentimento de paz e a libertação". E ia mais alto, numa passagem de seus "As leis", escrito na velhice: "Não podemos possuir nenhum objeto de culto mais digno de respeito do que um pai ou avô, uma mãe ou uma avó oprimidos pela velhice".

Aristóteles condiciona uma visão positiva da velhice ao corpo saudável: "Uma bela velhice é aquela que tem a lentidão da idade, mas sem deficiências. Ela depende ao mesmo tempo das vantagens corporais que se poderia ter e, também do acaso". Em "A Retórica", Aristóteles elogia a juventude e simplesmente arrasa com a velhice:

"Porque viveram inúmeros anos, porque muitas vezes foram enganados, porque cometeram erros, porque as coisas humanas são, quase sempre, más, os velhos não têm segurança em nada, e seu desempenho em tudo está manifestamente aquém do que seria necessário." "Eles são reticentes, hesitantes, temerosos." Por outro lado: "Têm mau gênio, pois, no fundo, ter mau gênio é supor que tudo está pior. Estão sempre supondo o mal em virtude de sua desconfiança e desconfiam de tudo por causa de sua experiência da vida." São mornos, tanto nos amores, como nos ódios. São mesquinhos porque foram humilhados pela vida. Falta-lhes generosidade. São egoístas, pusilânimes, frios. São imprudentes; desprezam a opinião. "Vivem mais de lembrança, do que de esperança". Tagarelam, repisam o passado. Seus arrebatamentos são vivos, mas sem força. Parecem moderados porque não têm desejo, mas apenas interesses. É para esses interesses que vivem, e não para a beleza. Estão abertos à piedade, não por grandeza de alma, mas por fraqueza. Lamentam-se, e não sabem mais rir" (Beauvoir, 1990, p. 136-137).

Aristóteles vê decadência, Platão vê apogeu; Aristóteles vê corpo, Platão vê espírito. "Quanto mais se enfraquecem os outros prazeres - os da vida corporal - tanto mais crescem, em relação às coisas do espírito, minhas necessidades e alegrias", escreve Platão em "A República". E decreta: "Os mais idosos devem mandar, e os jovens, obedecer".

Aristóteles vai tirar o poder dos velhos. Realista, ele chega às suas ideias ao observar a velhice comum de seu tempo. Tivesse se espelhado na velhice de Platão, suas ideias seriam diferentes, mas é verdade que assim ele não seria Aristóteles.

A visão da velhice através dos tempos (como em outros assuntos) vai se dividir entre os platônicos (a velhice é alma, espírito, saber, ordem) e os aristotélicos (a velhice é corpo, é fraqueza, ressentimento, decadência).

Roma vai seguir a lição platônica e dar espaço ao velho. O Senado, constituído por homens idosos, terá participação efetiva e direta no poder. O poder do pater familias será ilimitado. Bater no pai, é um ato que podia significar a expulsão do agressor da sociedade, ou até mesmo sua morte. Se o jovem quisesse casar, teria que buscar consentimento do pai e também do avô, caso este ainda estivesse vivo. Na velhice, os prazeres corporais vão sobrepujando os meramente corporais, afirma Cícero, o grande filósofo romano, no primeiro século antes da era Cristã, parafraseando Platão. E cunha a frase famosa "Há homens que, como os vinhos, envelhecem sem azedar-se".

Horácio e Ovídio são artistotélicos. Horácio canta vinho, as mulheres, os prazeres, e odeia a velhice, que é o fim de todos os prazeres: "a triste velhice chega, banindo os amores folgazões e sono fácil". E Ovídio junta tempo e velhice no mesmo saco: "Ó tempo, grande devastador, e tu, velhice invejosa, juntos destruís todas as coisas e, roendo lentamente como vossos dentes, consumis, afinal, todas as coisas numa morte lenta".

Como triunfo do cristianismo, os novos tempos do Ocidente vão refletir a dicotomia imemorial sobre a velhice. No século VI, Santo Isidoro de Sevilha vai repercutir o pensamento da Igreja e vê na velhice (que vai dos 50 aos 70 anos e não tem mais limite até a morte) uma decadência: "os velhos não têm mais tanto bom senso como outrora, e caducam, na sua velhice".

Do Baixo Império à Alta Idade Média, os velhos estavam excluídos da vida pública e os jovens conduziam o mundo. Escreve Beauvoir (1990):

"Dividida, conturbada, ameaçada, guerreira, a sociedade era regida bem mais pelo acaso das armas do que por instituições estáveis. O homem experiente tinha aí muito pouco espaço. No século VII, Khindaswintz foi eleito rei aos 79 anos pelos visigodos e deu à coroa seu prestígio. Carlos Magno reinou até 72 anos.

São as únicas exceções que conheço. Até mesmo os papas, nesta época, são, na maioria homens jovens. Gregório I, o primeiro verdadeiro chefe da Igreja Universal, foi eleito papa em 590, com a idade de 50 anos, e morreu aos 64; era relativamente idoso. Mas até o século VIII, os papas foram jovens romanos de boa família, destinados à Igreja porque eram pobres e órfãos. A seguir, como os papas possuíam riquezas materiais e um grande poder, os nobres cobiçaram o trono pontificial. Nos séculos IX e X, eles impuseram à Igreja chefes que depostos pouco tempo depois de sua eleição. A duração média do pontificado não atingia três anos. (p. 157)

Na Idade Média com seu regime feudal os heróis são sempre jovens cavaleiros dispostos a operar prodígios. A velhice é sempre o momento do cristão convicto se preparar a abandonar e cuidar de sua salvação no outro mundo. Afinal, mesmo jovem, o corpo era um farrapo humano. O que interessava era a salvação.

Na Renascença, a velhice vai continuar associada ao tempo: a decadência da vida. Este é o tempo onde o corpo é visto por um ângulo, sendo pintado, esculpido e estudado como em nenhum outro tempo. O corpo humano começa a ser visto como uma máquina. Mas, infelizmente, nada pode ser feito para deter os estragos do tempo sobre a máquina.

Na Idade Moderna, com a ascensão da burguesia, o velho vai ganhar uma maior espaço para existir. Vai adquirir uma importância particular porque encarnará a unidade e a permanência da família, através dos bens materiais acumulados: é o tempo do individualismo burguês, que é a base do capitalismo. Mesmo velho, o chefe de família permanece como proprietário e com poder econômico, o que, de certa forma, o valoriza e o transforma num centro de atenção (e de lutas) para os mais jovens. E a mais terrível imagem dessa época é a do homem velho destituído de seus bens pelos próprios filhos.

No século XIX que vão começar a se constituir as duas ciências da velhice, cristalizadas no século XX: a Gerontologia (que estuda o processo fisiológico do envelhecimento) e a Geriatria (que trata das enfermidades da velhice).

Na atualidade, apesar de presente na mídia, a velhice vive seu eterno conflito, ora sendo exaltada como na visão platônica, ora sendo degradada como na visão aristotélica. Para Beauvoir (1990), escrevendo na França da década de 70, "a condição das pessoas idosas é hoje escandalosa". A sociedade fecha os olhos, não apenas para os velhos, mas para os deficientes, os jovens delinquentes, a criança abandonada. A visão é hegemônica em nossa sociedade e o velho (e a criança) estão fora do mundo do adulto, do mundo do poder. E, para Beauvoir (1990), não existe reciprocidade no olhar extraordinário que a sociedade lança sobre o velho e que o asila como um morto em liberdade condicional:

“Até certo ponto, essa condição do velho é simétrica à da criança, com a qual o adulto também não estabelece reciprocidade. Não é por acaso que é tão comum se falar, nas famílias, da criança 'extraordinária para sua idade', e também do velho 'extraordinário para sua idade': o extraordinário é que, não sendo ainda homens, ou não sendo mais homens, eles tenham condutas humanas. Vimos que, em várias comunidades primitivas, velhos e crianças pertencem à mesma classe de idade, e que, ao longo da História, a atitude dos adultos é, em geral, análoga com relação a uns e a outros. Só que, sendo a criança um futuro ativo, a sociedade, ao investir nela, assegura seu próprio futuro, ao passo que, a seus olhos, o velho não passa de um morto em sursis". (p.266.267)

Ao falar do velho, estamos também falando da velha. Mas quem se admite velha? Quem se vive velha? O que é ser uma pessoa idosa do sexo feminino?

Através dos tempos, a mulher velha (sob a visão aristotélica) vai ser bruxa, feiticeira, a virago, megera, alcoviteira. Ela cheira mal. Seus músculos são molambos. E nem mesmo importa se um dia foi bela: o próprio velho amante verá nela o ocaso da beleza e a convidará a olhar-se no espelho para conferir os estragos do tempo. Ao envelhecer, a mulher torna-se monstro.

É uma realidade, mas também é um símbolo. Segundo Estés (1994), "o símbolo da Velha é uma das personificações arquetípicas mais disseminadas no mundo". No mundo moderno, a saída para escapar da armadilha da velha bruxa ressentida seria escolher-se como pessoa e realizar todo o seu potencial humano:

"É possível que a vida de uma mulher definhe no fogo do ódio a si mesma, pois os complexos corroem fundo, pelo menos por algum tempo, conseguem manter a mulher afastada do trabalho ou da vida que realmente importar para ela. Muitos anos passam sem que ela ande, se mexa, aprenda, descubra, obtenha, assuma, sem que se transforme. (...) Nenhuma mulher pode permitir que sua vida criativa fique suspensa por um fio enquanto ela presta serviço a um amigo, mestre, pai ou parceiro num relacionamento amoroso, que não lhe seja propício. Quando a vida da alma de uma pessoa fica reduzida a cinzas, a mulher perde seu tesouro vital e começa a agir com a aridez da morte. (p.287)

Na guerra entre a visão aristotélica e a visão platônica da velhice está em jogo a nossa própria humanidade. Wolf (1992), num livro polêmico, chama a atenção da mulher para o "mito da beleza", através do qual as mulheres são manipuladas por uma sociedade machista e subliminarmente misógina. É uma armadilha do nosso tempo e de nossa sociedade planetária. Wolf adverte que "não existe nenhuma justificativa legítima de natureza biológica ou histórica para o mito da beleza" e ele não tem nada a ver com as mulheres, mas nasce, isso sim, das "instituições masculinas" e do "poder institucional dos homens".

"A juventude e (até recentemente) a virgindade foram "bonitas" nas mulheres por representarem ignorância sexual e falta de experiência. O envelhecimento na mulher é "feio" porque as mulheres adquirem poder com o passar do tempo e porque os elos entre as gerações de mulheres devem ser sempre rompidos. As mulheres mais velhas temem as jovens, as jovens temem as velhas, e o mito da beleza mutila o curso da vida de todas. E o que é mais instigante, a nossa identidade deve ter como base a nossa "beleza", de tal forma que permaneçamos vulneráveis à aprovação externa, trazendo nosso amor-próprio, esse órgão sensível e vital, exposto a todos”. (Wolf, 1992, p. 17).

O certo é que é difícil viver à margem do mito da beleza. Mais do que um mito, trata-se de uma indústria que movimenta bilhões de dólares por ano em cosméticos, tratamentos corporais e capilares, perfumaria, massagens faciais, franchising, marketing, dietas, griffes, spas. É claro que, como indústria, a beleza institui seus padrões de forma direta e subliminar. A indústria da beleza vende a eterna juventude e nega a velhice; vende a aparência e nega o interior; vende o corpo e camufla a alma. Transforma o mundo num rosto, num gesto, num perfume, numa perfeita maquiagem. Mas não há como negar que, ao produzir o corpo, a indústria de beleza pode também produzir uma consciência universal de saúde, de cuidado com o corpo, de manter-se vivo. (Embora vise basicamente a mulher, o mito da beleza já ultrapassou suas fronteiras e chegou aos homens. As mulheres tremem de pavor diante da celulite e da estria. Os homens agora estão indo a loucura com a calvície, a barriga protuberante e as bolsas debaixo dos olhos. A indústria da beleza, no fundo, é a eterna e sempre movimentada feira das vaidades. Não existe nada de novo sob o sol, e é bom proteger a pele com a última palavra em cremes, óleos e ungüentos...)

Wolf não faz concessões. Para ela, é urgente desfazer o mito da beleza porque todo o planeta depende de uma mudança desse paradigma. A sociedade do consumismo desenfreado, "baseada no desperdício insaciável da insatisfação material e sexual", deve ir a pique.

"Nosso planeta é considerado feminino, uma dadivosa Mãe Natureza, da mesma forma que o corpo feminino é considerado infinitamente alterável pelo homem e para o homem. Estamos servindo tanto a nós mesmas quanto às nossas esperanças para o planeta ao insistir numa nova realidade feminina na qual se baseie uma nova metáfora para a terra: a do corpo feminino com sua integridade orgânica que deve ser respeitada" (Wolf, 1992, p.385-386)

Para Wolf, só existe um modo de escapar da força gravitacional do mito da beleza: a ludicidade, a improviso, a liberdade.

"Sai ganhando a mulher que se dá, bem como às outras mulheres, a permissão de comer; de despertar interesse sexual; de envelhecer; de usar macacão, uma tiara de pedras falsas, um vestido de Balenciaga, uma estola de segunda mão ou botas de combate; de se esconder toda ou sair praticamente nua; de fazer o que bem quiser seguindo a nossa própria estética ou a ignorando. A mulher sai ganhando quando percebe que o que cada mulher faz com o seu próprio corpo - sem coação, sem violência - é exclusivamente da sua conta. Quando muitas mulheres se afastarem desse sistema isoladamente, ele começará a se dissolver. As instituições, alguns homens e algumas mulheres continuarão a usar nossa aparência contra nós, mas nós não nos deixaremos levar. (Wolf, 1992, p. 386-387).

O que importa é que homens e mulheres possam viver com plenitude, alcançar seu auge em plena forma, realizar seu potencial de ser humano com dignidade e lucidez.

Apesar de todos os jogos de luzes, de todas as aparências, estamos longe de alcançar uma plena realização da trajetória dos seres humanos em nossa sociedade. As palavras de Beauvoir (1992), escritas a mais de 25 anos atrás, podem parecer velhas, mas continuam válidas. Ela denuncia a "política da velhice" de nossa sociedade como escandalosa e criminosa. Essa é resultado do tratamento dado à juventude e à maturidade. Quando se semeia exploração e alienação, não se pode colher bons frutos. Quando se planta mitos econômicos e mentiras mentais, não se pode colher um a verdade digna. Quando se conspira silêncio, não se pode colher a palavra que liberta. Beauvoir (1992) indigna-se:

"A velhice denuncia todo o fracasso de nossa civilização. E o homem inteiro que é preciso refazer, são todas as relações entre os homens que é preciso refazer, são todas as relações entre os homens que é preciso recriar, se quisermos que a condição do velho seja aceitável. Um homem não deveria chegar ao fim com as mãos vazias, e solitário. Se a cultura não fosse um saber inerte, adquirido de uma vez por todas e depois esquecido; se fosse prática e viva; se, através dela, o indivíduo tivesse sobre o seu meio um poder que se realizasse e se renovasse ao longo dos anos em todas as idades, ele seria um cidadão ativo fechado e isolado entre outros átomos, se participasse de uma vida coletiva, tão cotidiana e essencial quando sua própria vida, jamais conheceria o exílio. (...) A sociedade só se preocupa com o indivíduo na medida em que este rende. (...) Quando compreendemos o que é a condição dos velhos, não podemos contentar-nos em reivindicar uma "política da velhice" mais generosa, uma elevação das pensões, habitações sadias, lazeres organizados. É todo o sistema que está em jogo, e a reivindicação só pode ser radical: mudar de vida (p.664-665).

Sim, mudar a vida. Mudar os paradigmas. Inventar uma nova realidade. Não temos tempo a perder. O ser humano não pode continuar a ser encarado como um produto com prazo de validade, um lançamento que logo deixa de ser novidade, uma determinada máquina condenada à obsolescência. A velhice nasce com o homem e é resultado de sua infância, de sua juventude, de sua maturidade, enfim, de toda a sua trajetória biológica e espiritual neste planeta. A velhice não existe. O que existe é o ser humano pleno a caminho de sua auto-realização como pessoa humana, como indivíduo inimitavelmente único, como cidadão, como centelha de luz do mistério e do sagrado. O resto é ideologia, preconceito, acaso, sorte, azar, silêncio. Não podemos querer menos do que o ser humano inteiro, integral, realizado em todo o seu potencial de vida ativa. Se, é preciso mudar a vida que nós vivemos, arrasta, atropela, engarrafa e nos trai. É urgente começar a viver a vida que desejamos, sonhamos e merecemos realizar de corpo inteiro e alma eternamente livre. Atividade Física na Terceira.


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